Categoria Reforma Tributária: ICMS, PIS, Cofins
A Reforma Tributária avança em ritmos diferentes para cada tributo.
Enquanto CBS e IBS ainda testam a rodagem, ICMS, PIS e Cofins seguem cobrados na íntegra em 2026, cada um com um relógio próprio de saída.
É esse descompasso que exige atenção redobrada neste momento da transição.
- ICMS: Continua em alíquota cheia até 2028. A redução só começa em 2029, com queda gradual até desaparecer em 203 e quem opera com benefícios estaduais precisa mapear agora o fim da guerra fiscal e o impacto no fundo de compensação, para não ser pego de surpresa quando a curva de redução começar.
- PIS: segue vigente até o fim de 2026 e é extinto em janeiro de 2027, junto com a Cofins. Os créditos acumulados até dezembro precisam estar escriturados corretamente: depois da virada, não há mais recuperação.
- Cofins: Mesma data de saída do PIS, mesma urgência. A diferença está no volume: por ter alíquota maior, o estoque de crédito de Cofins costuma pesar mais no caixa quando o planejamento fica para depois.
O ponto importante é o prazo:
- O ICMS ainda dá tempo de reorganizar a operação estadual.
- PIS e Cofins não: o fechamento de 2026 é o último balanço em que aparecem como tributo vigente.
Mapear créditos, revisar contratos indexados a cada um desses tributos e ajustar o fluxo de caixa para a virada de 2027 são as três frentes que não podem esperar o próximo trimestre.
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