Prazo do IBS e CBS na nota fiscal: o que muda em agosto

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O Boletim Focus reverteu a expectativa de queda da Selic para o fim de 2026. Para quem avalia comprar, vender ou expandir uma empresa, a conta do custo de capital muda de novo e precisa ser refeita agora. 

 

Até abril, o mercado apostava que a Selic fecharia 2026 perto de 12%. O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 6 de julho mostra outra realidade: a projeção para o fim do ano subiu para 14%, revertendo três meses seguidos de expectativa de queda mais rápida dos juros (Banco Central do Brasil, Boletim Focus, 03/07/2026). 

A diferença entre 12% e 14% parece pequena no papel. Mas no caixa de uma empresa que está avaliando uma aquisição, uma expansão ou uma rodada de captação, ela muda o resultado da conta inteira: o custo da dívida, o valor presente do negócio e o prazo de retorno do investimento. 

Juros altos por mais tempo não significa parar de decidir. Significa decidir com outra régua. Este artigo mostra o que mudou nas projeções, por que isso afeta diretamente quem pensa em M&A ou expansão agora, e o que empresas mais preparadas em governança conseguem fazer de diferente nesse cenário. 

Por que a expectativa de queda da Selic mudou em 2026 

A Selic ficou em 15% ao ano de junho de 2025 a março de 2026, o maior patamar em quase duas décadas. A partir daí, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) iniciou um ciclo de cortes graduais: 14,75% em março, 14,50% em abril e 14,25% em junho. 

Esse ritmo de queda sustentava a leitura de que os juros continuariam recuando ao longo do segundo semestre. O Boletim Focus mais recente contraria essa leitura: a projeção para o fim de 2026 subiu para 14%, quase no mesmo patamar em que a Selic está hoje. Na prática, o mercado passou a esperar que o ciclo de cortes perca força, não que ele continue. 

Para quem estava planejando uma decisão de capital com base na expectativa de juros caindo para 12% ou 13% até dezembro, essa mudança de cenário significa refazer a conta com uma taxa de desconto mais alta e por mais tempo do que o previsto. 

O que o custo de capital elevado muda na decisão de M&A 

Uma Selic mais alta encarece o crédito para financiar aquisiçõeseleva a taxa de desconto usada para calcular o valor presente de uma empresa e reduz o número de projetos que passam no teste de retorno ajustado ao risco. Isso não paralisa o mercado de M&A. Muda quem consegue protagonizar as operações. 

Esse movimento já pode ser observado em alguns segmentos da economia. O varejo de alimentação, por exemplo, continua registrando operações estratégicas de fusões e aquisições, mesmo em um ambiente de crédito mais restritivo. Entender essas movimentações ajuda a identificar como empresas bem estruturadas seguem encontrando oportunidades de crescimento. 

Empresas com caixa próprio ou baixa dependência de dívida para financiar uma aquisição seguem em posição de negociar. Empresas que dependiam de alavancagem para crescer via aquisição precisam rever prazo, estrutura de pagamento e até o tamanho da operação que fazem sentido nesse cenário. 

O mesmo vale para quem está do lado de vender ou captar. Juros altos por mais tempo tendem a comprimir múltiplos de avaliação, porque o comprador exige um retorno maior para compensar o custo mais alto do capital. Quem estava esperando o cenário de juros mais baixos para vender a empresa por um múltiplo melhor pode estar esperando mais tempo do que imaginava. 

Governança como porta de entrada para crédito e capital mais barato 

Quando o custo do capital sobe para todo mundo, a diferença entre quem consegue acessar crédito em condições melhores e quem não consegue deixa de ser um detalhe e passa a ser uma vantagem competitiva. 

Controles internos, auditoria independente e informação financeira confiável reduzem a percepção de risco de quem empresta ou investe. Bancos, fundos e investidores cobram menos prêmio de risco de empresas que demonstram previsibilidade de caixa e governança estruturada, porque a informação disponível para avaliar o negócio é mais confiável. 

Vale lembrar que o capital não teme o risco; ele teme a falta de previsibilidade. Essa afirmação é fundamental para entendermos que, em ciclos de juros elevados, é indispensável diversificar as fontes de crédito. Dessa forma, a empresa não fica dependente de uma única modalidade de financiamento nem condiciona seu crescimento a uma única alternativa de captação. 

À medida que a governança do seu negócio se fortalece, maior será sua capacidade de acessar crédito e escalar com sustentabilidade. Capital sempre existirá no mercado. O que determina as melhores condições, taxas e opções de financiamento é a sua capacidade de demonstrar organização, gestão consistente e previsibilidade nos resultados. 

Isso conecta diretamente dois temas que normalmente são tratados como separados: governança corporativa e custo de capital. Não são assuntos distintos. Em um cenário de juros altos por mais tempo, governança madura vira ferramenta de negociação de taxa e de prazo, não apenas de compliance. 

Como decidir se é hora de expandir, comprar ou esperar 

Três perguntas ajudam a estruturar essa decisão em vez de adiá-la por incerteza: 

  1. O fluxo de caixa atual cobre o custo da dívida existente e da dívida que a operação vai gerar? Se a resposta depende de um cenário de juros caindo para viabilizar a operação, o projeto está apoiado em uma variável que a Alianzo recomenda não assumir como certa neste momento. 
  1. A operação depende de capital de terceiros ou existe caixa próprio suficiente? Quanto maior a dependência de dívida nova, maior a sensibilidade da operação a uma Selic que não cai como esperado. 
  1. A estrutura de governança da empresa está pronta para negociar em condições melhores? Auditoria, controles internos e informação financeira consistente mudam o poder de negociação de taxa e prazo diante de bancos, fundos e investidores. 

Além da qualidade das informações financeiras, empresas que avaliam aquisições em 2026 também precisam incorporar os impactos da Reforma Tributária às análises de due diligence e valuation. A adoção do IBS e da CBS passa a influenciar premissas financeiras, riscos fiscais e a estrutura das operações. 

Quem responde essas três perguntas com dados, não com expectativa, decide com mais segurança se este é o momento de avançar com a expansão ou o M&A, ou se faz mais sentido fortalecer a estrutura antes de buscar capital. 

Estratégias para crescer mesmo em um cenário de juros elevados 

A Alianzo acompanha de perto o efeito prático dessas mudanças de cenário macroeconômico nas decisões dos clientes, porque o impacto nunca aparece só na taxa de juros. Aparece na estrutura de capital, no fôlego de caixa e na velocidade com que uma empresa consegue aproveitar uma oportunidade de M&A ou de expansão antes da concorrência. 

O ecossistema Alianzo une Finance, M&A, Auditoria e Consultoria em Gestão para apoiar essa decisão de ponta a ponta: da avaliação de estrutura financeira e prontidão de caixa até o diagnóstico de governança que fortalece o poder de negociação da empresa diante de bancos, fundos e investidores. O objetivo não é apressar uma decisão de M&A ou expansão. É garantir que ela seja tomada com a estrutura certa por trás. 

Fale com o time de especialistas da Alianzo para avaliar a estrutura financeira e de governança da sua empresa diante do cenário atual de juros: Fale com nosso time de especialistas. 

A Selic vai cair em 2026?

O Boletim Focus de 03/07/2026 projeta a Selic em 14% ao fim de 2026, próxima do patamar atual de 14,25% definido pelo Copom em junho. A expectativa de corte mais acentuado, que existia até abril, perdeu força (Banco Central do Brasil). 

Não inviabilizam, mas mudam quem consegue protagonizar as operações. Empresas com caixa próprio e baixa dependência de dívida seguem em posição de negociar. Quem depende de alavancagem para crescer via aquisição precisa revisar prazo e estrutura de pagamento antes de avançar.

Isso não paralisa o mercado de M&A. Muda quem consegue protagonizar as operações 

Controles internos, auditoria independente e informação financeira confiável reduzem a percepção de risco de bancos, fundos e investidores. Isso se traduz em menor prêmio de risco cobrado e em melhores condições de taxa e prazo para financiar expansão ou aquisição. 

 

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